The Last Time

 

“Quando encontramos o amor pela primeira vez, ninguém nos diz que ele pode não ser para sempre. E, principalmente, ninguém nos diz que talvez o nosso destino não seja amar alguém para sempre”, começa a escrever em seu diário o protagonista da história. Ele não é nada mais do que um doce, horroroso e delicado coração quebrado. Tudo o que você precisa saber sobre ele é que seu signo é de capricórnio e ele tem um dom, raro nos seres humanos: sabe reconhecer a verdade quando se depara com ela. Sem mais delongas, deixemos nosso protagonista continuar seu discurso no ritual diário de escrever, o único momento em que suas verdades não são tidas como loucuras psicóticas e conscientes.

“O desespero pelo primeiro beijo, a excitação da primeira transa, a primeira cama compartilhada, o sim no casamento. Tudo indica que nosso amor é eterno e que fomos feitos um para o outro. O tempo que passamos juntos parecem uma mordida na mais branca nuvem, que faz cócegas no céu da boca ao estalar pequenos raios, desatinando uma risada incontida. Nossas brigas são feito noticiários policiais de capa de jornal, que causam vertigem e tempestades que arrancam pedaços tão pequenos e profundos , que é impossível me recompor em questões de horas. Mesmo assim é o amor, em maior ou menor grau.

Quando a plena felicidade do amor chega e aquela certeza vem como um furacão em alto mar, é impossível não ter a convicção de que nascemos um para o outro. A maneira em que nos conciliamos também só acumula certezas na minha lista. Mas lá no fundo, bem no fundo eu sei que meu destino é outro.

Não suporto a ideia de me ver em uma outra cama sem aquele cheiro de sono que você exala toda noite. Não aguento pensar que um dia não seremos mais o que somos hoje, mas no fundo, bem no fundo, sei que estamos fadados ao fim.

Pode parecer o clichê mais insuportável do mundo, mas não é você, sou eu. Não são nossas brigas irracionais que me levam a, desesperadamente, te agredir com palavras e tapas. Muito menos são os gritos e o fato de sermos tão antagônicos nos nossos gostos. Não são essas coisas. Porque eu não me importo com elas. Porque no final a gente se vira bem, a gente se entende, a gente se encaixa e se molda.

É óbvio que isso é amor, o mais puro e simples. Desde o começo não queria te mudar, não queria que você fosse outra pessoa só para adequar as minhas vontades mais egoístas. E desde o começo nós sabíamos que nosso gênios tão distintos precisariam se moldar a marteladas constantes. E nem por isso deixamos de dizer sim na hora que quisemos. Mas no fundo, lá no fundo eu sei que partirei para outro lugar.

Às vezes a estrada fica difícil…eu não sei por que. Isso não quer dizer que eu deixe de te amar, muito pelo contrário, eu amo mais que a mim mesmo. Mas meu destino grita bem alto dentro de mim que, minha estrada é por outra rota e você, infelizmente, não está nela. Eu realmente sei para onde ela leva, milhas e milhas bem distante de você. Por mais paradoxal que possa parecer, no meu coração só estará você por um bom tempo. “

Nesse exato momento alguém bate na porta do quarto. Nosso protagonista se desespera porque esses momentos de loucura não passavam com um simples fechar do caderno. Havia todo um ritual para que esse ‘eu’ tão verdadeiro fosse embora. Era ela. Ele se desesperou.

- Oi, amor. O que você quer? Não estou podendo abrir a porta nesse momento.

Ela insistiu em bater na porta. Ele não teve outra saída. Abriu a porta…e ele sabia, naquele exato momento, que esse seria o fim. Mas antes disso ele escreveu aquilo que estava escrito na linha da vida na palma de sua mão.

“Você nunca vai entender o porque, então eu peço apenas que entenda o seguinte: Eu te amo como nunca amei ninguém, ou até a mim mesmo. Mas a tristeza de encarar as risadas sarcásticas, os choros debaixo da ponte, o prazer em fazer a tristeza, tem sido demais para mim. Infelizmente, meu doce, eu estou fadado à morte hoje. E infelizmente, nosso amor, nasceu para morrer, sem uma explicação concreta”.

Ele abriu a porta, e naquele exato momento uma vida se foi para uma dimensão desconhecida.

A dor do amor não é revelada. A felicidade e a excentricidade de sofrer o não correspondido é o que estampam o imaginário do ser humano. Mas hoje não. Hoje, foi dita a verdade sem sequer pensar no julgamento insano. Ele sorria enquanto o sorriso o perseguia. Mas a certeza nunca fugiu da sua mente. E a certeza do amor também não. Talvez seja por isso que, o amor nasceu para morrer.

Uma doce ilusão diária…

Minhas Confissões de Gorda (Parte 2)

Regra número um do manual de uma gorda: Prepare-se para enxergar o mundo inteiro como uma Olívia Palito.É a mais pura verdade. Quando se fica gordo, todo mundo parece magro, esbelto e sexy e você aquele saco de batatas podres no fundo da Quitanda do Seu Zé. Como cantava o querido James Hetfield, vocalista do Metallica: “Sad, but true”.

A perspectiva sobre a vida para um gordo resume-se a acreditar que, toda pessoa que anda de short jeans e camiseta baby look é, em comparação consigo mesmo, uma Gisele Bündchen. Não importa o tanto de espinha que a pessoa tenha, não importa o quanto o nariz dela é grande, muito menos que algumas estrias estão à mostra na parte em que a baby look não cobre. A gorda só consegue pensar na seguinte frase: “Pelo menos ela é magra e não pesa 88kg”. Again, “sad, but true”.

Regra nº2: Corra dos vestiários de lojas de departamento

Como ficar gorda não está no planejamento de nenhuma pessoa – a não ser dos atores de cinema – quando se depara com a situação, ninguém está preparado. Em todos os sentidos. Seu psicológico está atordoado, cavando várias maneiras de sabotar a sua razão e lhe levando para o lado negro da força. Nada de bom, com relação a você mesmo, sai da sua boca. E quando aquela amiga fala “Nossa que vestido lindo”, a gorda automaticamente pensa “Ela tá falando isso para não falar o quanto eu estou parecendo a versão brasileira da Molly” (do seriado Mike n’ Molly).

Se o psicológico está desse jeito, imagine o guarda-roupa? Cheio das roupinhas do alto verão, dos tempos áureos de “magreza”. As roupas mais queridas agora ganham adjetivos depreciativos. Para blusa de alcinha, leia-se “meu braço de gordo, da espessura da minha canela, à mostra”. Vestido tomara que caia, leia-se “as gorduras ao lado do seio pulando para fora do vestido abruptamente”. Calça Jeans, leia-se “divisão da barriga em dois pneus de tratores, sendo que um é edição especial blue jeans”. Conseguiu visualizar o que é o terror do psicológico agitado, com o guarda-roupa despreparado?

Pois bem, é por conta desse cenário que é inevitável que, em primeira instância de engordamento, uma gorda deve, obrigatoriamente, correr de todos os vestiário de mega stores. Isso mesmo, diga adeus à C&A, Renner, Riachuelo,Marisa, Zara, Luigi Bertolli, Hering, Siberian, Otoch e diga oi para lojas modelos plus size, Malwee, feiras de roupas (como Feira da Lua, Feira do Guará, 25 de março) e comprar na gringa.

A cena mais típica quando se contraria esta regra é a seguinte, inevitavelmente sofrida por mim. (Atenção cenas fortes para quem se encontra na fase um de gordice).

Com o guarda-roupa cheio de roupas apertadas ou que marcavam minhas “ancas largas” (by Augusto dos Anjos), precisei sair para comprar roupas para trabalhar e para o dia-a-dia que me servissem. Embora estivesse já 15kg mais gorda, a mente continuava de magra. O que me levou diretamente nas lojas que costumava ir. Já na terceira loja e ao provar a quinta calça jeans tamanho 46, que obviamente não serviu, o meu psicológico esmoreceu. Uma raiva imensa do botão que não fechou e um choro compulsivo por literalmente não ter uma roupa que me servisse. Um choro tão grande que até a atendente foi no meu vestiário dar aquele tapinha nas costas. É um choro tão doido e tão desesperador que não te dá ânimo de ver mais nada de roupa, e se pudesse você andaria para todo o sempre nua.Predomina o desejo de sumir do mapa ou de nunca ter nascido ou os dois juntos.

É nessa hora que mora o perigo, porque a autocomiseração cresce nesse ambiente psicológico. E não existe coisa pior que autocomiseração, porque ela simplesmente não te leva a lugar algum. Você não cresce com ela, nem consegue fazer uma análise sábia sobre a real situação. Como dizia Marcel Proust, temos dois tipos de sofredores: os maus e os bons. Os maus sofrem e não crescem com a dor, os bons a todo o momento estão buscando ferramentas para entender o sofrimento e crescer com eles. Ter autocomiseração só nos torna maus sofredores, estagnados no peso, na sabedoria, na tristeza e na depressão. Repito: a regra número dois do manual da gorda é fugir, correr em máxima velocidade, das lojas convencionais

Fazendo as pazes com a perseverança

Para toda regra há uma solução para adaptá-la ao seu cotidiano. Pelo menos no meu mundo é assim que funciona (por isso namorei um ano escondido dos meus pais) :D . Sei que no começo pode parecer difícil e horrível tentar comprar uma roupa, porque de fato o mercado da moda é diretamente improporcional ao mundo das gordinhas. Embora tenhamos mais numeração 48 e o tamanho GG nas araras, ainda é muito difícil ser gorda e andar na moda.

Mas como dizia o efusivo Douglas Adams “DON’T PANIC”, assim mesmo “em letras garrafais”. Porque assim como um dia você está magra, no outro você está gorda e você não é a única. Na internet você encontra várias dessas pessoas que, assim como eu, escrevem sobre suas dificuldades, medos e principalmente, com orgulho de todas as curvas. Sim, é possível sentir orgulhos das nossas curvas GG.

É por isso que o meu conselho para conseguir seguir a regra número dois é: Não se encane tanto. Todo mundo é gordo um dia (alívio cômico http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6050-famosas-com-celulites#foto-113298 ). Liberte a sua mente (mas não leia Comer, Rezar e Amar) e frequente lojas GGs, compre o quanto XL achar necessário nas lojas gringas. Não deixe sua silhueta ditar a sua autoestima. Ande de mãos dadas com a perseverança, porque é ela que vai te livrar do cabresto que te impõem que a beleza pesa até 70kg e usa no máximo tamanho 40.

“Ah! Tá. Vai dizer que você não prefere a Scarlett Johansson à Melissa McCarthy? Não prefere a noiva de Julia Roberts à noiva da Fiona?”, você deve estar pensando. Mas esse conceito de beleza é o que foi te imposto. Não estou dizendo que é fácil se achar bonita com essas medidas, mas é por isso que eu repito: “ande de mãos dadas com a perseverança”. E eu, só eu, e pessoas que passam pelo que nós passamos, sabemos o quanto é difícil se olhar no espelho sem desviar o olhar. (Um dia eu ainda conto a vocês como foi ser noiva aos 88kg).

You’re beuatiful

Você pode gastar anos em terapias, ou começar a acreditar que você tem todo o potencial do mundo de ser uma DIVA. E não aceite menos do que isso. Se você acredita que pode emagrecer e conseguir a silhueta que merece, dê as mãos para a perseverança e não desista. Mas se acha que já deu o tempo de ficar encrencando com o seu biotipo, dê as mãos para a perseverança e se assuma linda e GG. (Exceto os casos que a silhueta GG prejudiquem a sua saúde. E que fique claro que não são todos os GGs que são sinônimos de obesidade, diabetes, problemas cardiovisculares e hipertensão).

Eu, mais do que ninguém, sei o quanto é difícil se aceitar linda, chique, charmosa e elegante no GG. Fiquei meses sem me olhar no espelho. É por isso que eu, mais do que qualquer outra pessoa, posso te dizer que você é uma DIVA. Caminhe com a perseverança e cerque-se de autoestima elevada. E não desvie, em nenhum momento, o olhar de você mesma.

E para incentivar, uma das GGs mais lindas do mundo: Beth Ditto, do Gossip.

Clique de sorte

A natureza e a juventude

CURIOSIDADE SOBRE A FOTO - Sábado (17) eu fui para mais um aulão de dança com a minha irmã. E entre uma coreografia e outra nós fomos fazer um lanchinho ali na 308 sul. Compramos uns salgadinhos e coca cola e comemos na pracinha que tem essa árvore que vocês vêem na foto. Esse menino pulou de tronco em galho por ao menos 10 minutos até se acomodar  no fundo, tudo isso para poder acessar o Facebook com conforto. Na minha época a brincávamos na árvore porque ela era símbolo de aventura. Brincávamos de baratinha no alto, Tarzan, casinha, escrevíamos nosso nome, etc. Para o menino da foto a árvore é símbolo de conforto para mexer no celular, foi por isso que esse clique se tornou tão interessante para mim. Ele permaneceu lá por uns cinco minutos e foi embora. Não escreveu o nome no galho, não se pendurou de ponta cabeça nem quis subir mais alto, apenas mexeu na internet e se atualizou sobre a sua rede de contatos online.

Minhas confissões de gorda (Parte 1)

Quer você queira, quer não, as pessoas sempre fazem referência às outras ou com a descrição do cargo profissional ou com posição social ou por sua aparência física.

- Lembra da Joana?, diz fulano com tom indagador.

- Joana? Joaaaana…. . Continua cicrano com a mão no queixo e olhando para o céu.

- Aquela que trabalhou com a gente na Quitanda do Seu Zé. Insiste fulano

- Era aquela que trabalhava no caixa? Enfatiza cicrano.

- Nãããão! Era aquela gordinha de cabelo rosa que trabalhava no setor de guloseimas.

(Os dois riem sem parar)

Pois é. Não cabe a você mudar o curso das conversas, não é mesmo? Acredito que desde que o mundo é mundo, a referência pela aparência costuma ser fundamental nos diálogos sociais, sejam provocativos ou só informativos. Mas, me diga uma coisa, quem é que gosta de ser lembrada como “a gordinha” ou “o gordinho”? (Quem respondeu sim, por favor, me conte suas razões na sessão de comentários deste post).

Há três anos passei de uma menina que usava 42 e pesava 68kg, para uma gorda que usa 46 na Hering, XL na Zara, 48 na Renner e Marisa, GGG na Camiseteria, XL na Threadless e sem numeração da C&A. Ah, é claro, pesando singelos 88kg!

A trajetória da gorda

Estou sendo completamente honesta com vocês ao dizer que as minhas famílias, tanto de pai quanto de mãe, já possuem históricos de obesidade grau três. Ou seja, eu sempre estive em perigo. Minha mãe, como uma excelente mãe que é, me colocou na natação logo com cinco anos de idade. Calma, eu não era gorda nessa idade, mas já tinha passado por uma cirurgia de bronquite, e para que as crises não voltassem, eu tinha que fazer natação e tomar banho de água fria seja qual fosse a estação.

Com 12 anos eu competia no estilo craw, peito, e às, vezes no revezamento em eventos municipais. Aos 15, além da natação, fazia atletismo, tênis, academia e competia em estadual. Nessa mesma idade larguei tudo e fiquei só com a academia. Aos 16 mudei-me para Brasília e então, parei de fazer tudo. Afinal, na minha cidade eu pagava 40 reais pra fazer todas as modalidades, em Brasília com esse preço eu não ia nem na esquina de casa não é?!

É claro que um organismo tão acostumado com esportes desde cedo sentiria os efeitos da eliminação total de qualquer exercício, então comecei a engordar. Nada demais, no máximo uns quatro quilos facilmente perdidos quando eu corria na L2. Mas depois de alguns anos os pneuzinhos começaram a aumentar aí foi a hora de procurar um nutricionista e começar a ralação.

Os tipos de nutricionista
Se tem uma profissão que é a personificação da palavra “tédio” é a de nutricionista. Tem mais coisa entediante do que escutar o que você já leu em trocentas revistas Boa Forma e cansou de assistir no Globo Repórter? Mas quando se é gordo você tem que achar que as palavras ditas pelo seu nutricionistas são as hipérboles bem humoradas do Jerry Seinfeld.

Eu já passei por todos os tipos de nutricionistas. O pior deles com certeza é o chato e inconveniente que só sabe falar no quanto você precisa perder, como você não está cumprindo a dieta como deveria e principalmente que você tem que evitar comer em restaurantes no final de semana. Esse é o nutricionista ditador. É com esse tipo que você vai do entusiasmo à depressão profunda em segundos de consulta. PRO-FUN-DA.

Pera aí? Eu não posso sair pra curtir com os amigos? Eu tenho que ir ao cinema, mas não posso pedir pipoca? Bebida nem pensar? Só posso ir a restaurantes vegetarianos e vegan? What a hell? Como alguém sobrevive assim?

Esse tipo de nutricionista não sabe enxergar que o gordo normalmente tem prazer em comer e também não sabe enxergar que você não é nenhum Testemunha de Jeová que só sai pra igreja. Com esse nutricionista foi que eu tive a minha primeira crise de querer desistir de emagrecer e mandei o mundo pra aquele lugar. Pensei:

“Olhe, escute, a cerveja na sexta à noite é minha sessão de terapia. A comida mexicana no sábado com os amigos é a minha fonte de revigorante de energias. A lasanha de domingo com a família é o meu ponto de equilíbrio. Sem essas coisas como é que eu vou sobreviver a esse longo caminho para emagrecer?”

Então voltei a estaca zero até conhecer um outro tipo de nutricionista: o motivador. Esse é o tipo que não importa se você está gorda no formato pêra ou no formato globo terrestre, ele te olha sem te julgar. Eles possuem um diálogo aberto e otimista e, o melhor de tudo, estão sempre torcendo por você. Eles sabem que é difícil perder 22kg, mas isso não importa para eles desde que você tenha perseverança. É difícil encontrar um profissional nessa qualidade, mas ele existe.

A verdade verdadeira

Mas a verdade é que não importa o tipo de nutricionista que você ache, a única pessoa que poderá garantir o sucesso da sua dieta é você. Parece que estou falando sobre o óbvio, mas quem é gordo sabe o quanto é difícil assumirmos essa responsabilidade. Preferimos culpar nosso estresse, nossa desilusão amorosa, nossa ansiedade, nossa gula, tudo menos nós mesmos.

Tem horas que somos os principais sabotadores do nosso final feliz. E como é difícil e ruim enxergar essa verdade. Mas quem é gordo precisa primeiro admitir isso e encarar as consequências para conseguir realizar as etapas de emagrecimento com mais maturidade. Quem lê pensa que é a coisa mais fácil do mundo, mas a verdade é que exige uma autoestima muito alta e uma técnica de pensamento positivo jedi nível mestre Yoda. Mas nem tudo está perdido…

No próximo capítulo as consequências de ser gorda, incluindo a sessão crise de choro no vestiário da loja.

Taxicab Confessions

Vivendo nesse mundinho de Brasília, com tão pouca diversidade de personalidades, estilos e conversas me peguei pensando: “Que porra é essa? Qual a diferença que eu tô fazendo nesse mundo?”.

Não, isso não é uma crise existencial. Mas com 23 anos e um casamento nas costas você começa a se perguntar esse tipo de coisa. Você vira ao seu lado e vê aquele tanto de gente conversando sobre marcas, divórcios, traição, bebida, maconha, sexo, sexo, sexo, ego, conquistas, desastres e de repente, nada, absolutamente nada faz sentido.

DJ, pára a música! Qual é a balada da minha vida mesmo?
Esqueci. Porque afinal eu só deixei a vida seguir o curso: ralar até a morte para conseguir pagar a faculdade com dois estágios e sem férias, receber o diploma e começar a trabalhar em dois empregos para poder pagar o casamento, casar e trocar de emprego para poder acrescentar alguma coisa no currículo. Mas e aí? Qual foi a boa disso tudo?

Nossa! Várias coisas, de verdade. Amor, amigos, experiência, situações, conhecimento, mas nenhuma arriscada! Nenhuma manobra radical, nenhum cofrinho no sofá da boate. De tabela, um aumento de 20kg concentrado na barriga e no quadril, estilo “gordinha sexy” e não “Diva Adele”.

Turn on the radio
Tá certo. Precisamos voltar a escutar o ritmo dos 13 anos, época em que você começa a se indignar com as coisas (pais principalmente), decide a sua visão política anarquista e veste o capuz do Robin Hood pra começar a salvar o universo do capitalismo e da péssima qualidade musical. Não dá mais pra acordar, amar, trabalhar, ler, curtir umas brejas, comemorar com os amigos e ponto final. Tem que ter um guacuamole, um mojito, um “Machete”.

Quando você menos espera amigo, a rotina te pega. E olha, essa maldita gruda que nem criança mimada. É aí que começa a frescurada de achar as plantinhas no parque a coisa mais bonita do universo, o pôr-do-sol no lago o momento mais inesquecível da sua vida e uma viagem ao Rio de Janeiro a aventura mais “rock n’ roll” que você já teve.

Dj! Put the beat in.
“BBBAAASSSTAAAA”, eu gritei. Pega a caneta bic e começa a arrumar a fita K7. Fui fazer Street Jazz e amar o que eu nunca achei na vida que iria amar. Beyoncé, Glee, Katy Perry, Lady Gaga, Amanda Blank, Ke$ha. E agora todas elas estão na minha lista do iPod. Sim, eu rebolo até o chão, faço a gata, vendo o produto, faço carão, tremo o bumbum e falo “Do you like that?”.

E quer saber? Whatever para os amigos que pensavam que eu nunca fosse fazer isso. Eu fiz. E assumo que isso me libertou das barreiras que prendiam os meus sonhos. Sabe, aquelas barreiras? Aquelas que te dizem: “Honey, você tá em Brasília e o máximo que você vai conseguir é isso. E nenhuma casa no Lago!”.

A maior dificuldade de viver os sonhos no presente é ter que viver com a rotina e com o abuso daquelas pessoas que você convive que, quando vão à manicure só fazem francesinha e não colocam nenhum “glitter” pra variar. Não, amigo! Você não precisa passar no concurso para brilhar no mundo. É tudo questão de você começar a brilhar para você mesmo.

My Taxicab Confession
Em uma noite, rodando pelos canais HBO, parei numa programação identificada pela Embratel como “Canal Adulto”. Após colocar a minha senha marota, vi que o nome do programa era: Taxicab Confessions. Uma séria cuja sinopse você DEVE ler abaixo:

Um táxi foi equipado com seis câmeras escondidas. Os passageiros são reais e falam sobre sua vida pessoal, às vezes sexual, para o motorista. Os passageiros não sabiam que estavam sendo filmados até depois da viagem havia terminado.

Escrito por James P. McDonald. USA (1995). Produzido por HBO. (Via IMDB)

Vendo aquele tanto de história. Aquele tanto de gente diferente, do mendigo ao francês que vai pra Nova York só pra transar com as “americanas”, não tem como você não querer ser um simples taxista de NY. Poxa vida! Olha o tanto de gente diferente que ele conhece. O tanto de pessoa louca, sinistra, divertida e inteligente sentada no mesmo banco. Algumas caras feias, mas muita, muita história pra contar.

Fiquei impressionada com a história de uma mulher que tinha um filho, se eu não me engano de 12 anos, que era paraplégico e que ela tinha que fazer tudo pra ele. Essas coisas que só mães conseguem fazer: limpar o número dois, levar para fazer número um, limpar a baba da boca. Ela foi casada e se separou, mas na época do vídeo ela tinha arrumado um homem e morava com ele. Esse homem dava para ela o que nós conhecemos como “vale night”. Uma noite para sair, se divertir, beber, aprontar, enfim tudo o que ela tinha direito. E dava pra ver no sorriso dela como era a melhor noite da vida dela.

No meio da história ela olha para a janela do taxi e fala “Eu amo o meu filho. Ele é um anjo na minha vida. Por isso eu me divirto muito nessas noites. Porque eu sei que ele também quer que eu seja feliz e esteja feliz para cuidar dele”. Heartbreaking né?!

Por isso eu faço o Street jazz. Por isso agora eu escuto Beyoncé. Por isso eu saio do trabalho e vou pro inglês. E por isso que eu acho que essa seria a minha confissão para um taxista. Porque afinal, eu preciso ser feliz para poder cuidar das coisas que são mais importantes para mim. E, como essa mulher, fazer toda a diferença no mundo de uma pessoa ou mais. Para ser a estrela principal ao menos na minha própria história.

Aproveitem o dia, garotos! Afinal, vocês estão vivos.

Aqui um dos vídeos da série Taxicab Confessions. Infelizmente eu não achei essa da mulher. Procurei feito doida, mas não achei. Então, vai um dos mais engraçados da série: A menina que dá em cima da taxista. Enjoy!

Fly

Sentado no muro que divide sua casa de um pequeno bosque ele balança suas pernas. A sensação daquele ventinho gelado passando entre suas canelas lembram liberdade.  A liberdade que tinha quando os pinheiros e os gravetos daquele lugar exalavam o cheiro de aventura.  O cheiro agora tinha mudado, cheirava  flores de funeral.

O pôr-do-sol ali era maravilhoso, mesmo em dias chuvosos. Parecia que algumas nuvens se espaçavam apenas para três ou quatro raios do sol aparecerem o suficiente para marcar as silhuetas de todas aquelas árvores. Sem dúvidas aquele lugar era o seu refúgio até três anos atrás.

- Já faz bastante tempo.

Sussurrou enquanto respirava fundo e olhava para um pedaço de pano cinza que estava preso em um dos galhos de um pinheiro há uns dois metros do muro. A trilha sonora daquele momento não era nada especial. Toddy, seu vira-lata, sempre latia quando ele subia no muro. Ele nunca se cansava de latir.

De repente uma pequena lembrança silenciou todo o barulho que vinha de fora da sua cabeça. Ele estava dentro de uma pequena cabana, tinha seis anos agora e o lampião que estava na entrada da cabana estava quase se apagando. A voz era grossa e bem fraternal, contava sobre o dia em que corria do velho Alfredo por conta de um belo romã roubado do jardim. Para ele era a maior aventura do universo, era quase uma aventura épica, digna apenas de heróis. Afinal, com seis anos para qualquer criança o pai era o maior herói.

- Doeu demais te ver ir.

Era só o que ele conseguia dizer, após três anos sem encarar o dia de finados. Fazia também três anos que o seu pai tinha ido embora. Saiu de casa para comprar quatro pães, leite, desinfetante e pó de café quando uma caminhonete com três jovens não viram a faixa de pedestre e o atropelaram. Nesse dia, ele tinha dito a seu pai que iria sair de casa porque precisava ter suas próprias aventuras.

- Com certeza eu podia ter ficado por mais um ano.

Não ele não podia. Mas queria muito que isso fosse verdade para poder se confortar com aquela infeliz realidade. O som que ele escutava agora era do baixo Rickenbacker do vizinho que dedilhava uma música conhecida, mas que ele não lembrava qual era. O Toddy agora estava cochilando, ele não tinha mais aquela vontade de três anos atrás. Ninguém mais  era igual.

-Mas que saco. Que música é essa? Que saco. Vou atrapalhar esse momento porque eu não consigo descobrir que música é essa.

Pousou ao seu lado um passarinho. O estranho é que ele parecia gostar da música. E parecia gostar da companhia dele. O passarinho ficava olhando pra ele e movendo a cabeça daquele jeito esquisito que só os passarinhos fazem. Uma hora era pra direita, outra para a esquerda. Mas seus olhos continuavam fixos no seu rosto.

- É Blackbird. É Blackbird do Paul.

Era. A música que seu pai sempre assobiava à noite quando ele ia dormir. Seu pai dizia que iria chegar o dia em que ele precisaria aprender a voar, mas antes ele precisaria saber qual o momento certo para isso. “Blackbird singin in the dead of night. Take these broken wings and learn to fly”.

Impossível não chorar. Impossível não compreender que era hora de voar. O coração pode estar extremamente ferido, as asas podem estar quebradas, mas o tempo de voar não passou.

Ele pulou do muro, acariciou o Toddy, deu uma bela cheirada no seu pelo e disse.

- Tchau Toddy. Não se esqueça de mim.

Na porta uma enorme luz branca iluminava o desconhecido, mas não era possível sentir nada além de confiança. A trilha sonora? Era Blackbird, do Paul. Paul McCartney.

Aos amigos que perderam quem amava e enfrentam um dia cinza nesse Finados,

“All your life, you were only waiting for this moment to arise”

Queridaa! Cheguei.

Após um longo hiato, voltei a escrever. Sim, não aguento mais só os 140 caracteres do Twitter e os 500 caracteres do Facebook. Poxa, a vida vai muito além disso. Melhor, a imaginação não tem limites.

Uma proposta que tenho para essa nova versão do antigo “Provocações” é, além de ser menos ácida, juntar alguns amigos aqui para escrever sobre aquilo que eles mais amam. Cinema, artes, teatro, música, política, piada, etc. É uma forma de incentivá-los a escreverem sobre suas reais paixões ao invés de se concentrarem em textos com leads e 100% profissionais. Resumindo, é para tirar das grades jornalísticas a criatividade literária de cada um deles. Bom, eu espero que eles topem não é mesmo?! :P

Então, parafraseando o bom e velho desenho do  Pica Pau: “E lá vamos nós!”

You don’t know death

(Este post não é uma apologia ao suicídio)

O que significa estar vivo? Para mim é respirar. Enquanto a minha respiração estiver ativa o meu coração continua batendo, o meu pulmão continua filtrando o meu ar, o meu cérebro continua mantendo o meu raciocínio forte. A morte significa o cessar da respiração. O meu coração já não bate mais, meu pulmão não recebe nenhum oxigênio, o meu cérebro não é capaz de relacionar as linhas de pensamento. É o fim, o fim da natureza desenvolvida dentro de mim.

Mas e quando respirar se torna um fardo, uma tristeza, uma dor incessante? Quando a vida se torna nada mais que uma dor constante em manter a respiração ativa? Não cabe aqui falar em dificuldades que valem ser superadas, mas dores que são irreversíveis e que não tem previsão para acabar a não ser que a respiração cesse. Não é debilidade ou perda funcional de alguma parte do corpo, mas uma dor que arma diariamente uma guerra contra você.
O filme da HBO “You don’t know Jack” retrata a luta de um médico a favor do que o Estado e o Judiciário insistem em intitular de eutanásia – o que eu e Jack chamamos de assistência médica em horas de grande dor e debilidade. O filme tem como protagonista o inconfundível God Father Al Pacino com uma aparência pouco convencional para o seu estilo a la “Perfume de Mulher”.
Sem fazer spoilers o enredo do filme é todo em torno dos pacientes ao qual o Dr. Jack Kevorkian prestou uma consultoria de morte. Desta forma Jack ajudou centenas de pessoas a lidarem com as doenças terminais, ao que os defensores do Estado chamaram de suicídio assistido. Dr. Jack gravou os seus pacientes que incessantemente declararam não aguentar mais e que queriam “acabar logo com isso”.  Atenção: filme de uma história verídica.
O filme me fez refletir em como a nossa sociedade discute pouco a morte sobre a óptica de ser ela uma escolha de cada um de nós.  Na mídia a morte é sempre vista como uma tortura ao qual estamos fadados a experienciar de uma forma mais ou menos trágica. Observando os noticiários sempre nos preparamos para uma morte trágica, porque viver tornou-se uma dificuldade a cada dia com tantos ataques de loucura, violência, tecnologia, trânsito e tudo mais. O que mais me enlouquece é que mesmo com tanta loucura nos dias atuais, decidir morrer é encarado pela sociedade como insanidade, um tabu, uma falta de respeito a todos os seres humanos.
Analisemos: ser espancado e esquartejado é brutal, um absurdo, uma tortura. Optar voluntariamente pela morte é loucura, ceticismo, inconcebível. Esse paradoxo se estabelece mais ainda em uma sociedade arraigada na cultura religiosa e desvencilhada da filosofia. No Brasil, que por lei é um País laico mas que os abusos religiosos estão arraigados nos superiores tribunais que cultuam em seus auditórios o crucifixo pregados em suas paredes, lidar com essa questão é uma afronta a sociedade.
Certamente só consegue opinar de forma racional sobre esse assunto quem um dia foi desafiado a questioná-lo sem religiosidade, sem doutrinas, apenas usando de filosofia e questionamentos sobre a vida e a morte. Na época de Sócrates (469-399 a.C)  filósofo era considerado aquele que sabe morrer, pois o objetivo da filosofia seria preparar a humanidade para uma boa morte, em grego “eutanásia”. É isso, saber a hora de morrer, é tão louco assim? Tão absurdo?
Dostoiévski (1821-1881) sabiamente disse que “O segredo da vida não é viver, mas ainda encontrar motivos para viver”. Seja em plena faculdade mental e saúde física, ou debilitado por dores incessante e terríveis, o segredo da vida vai continuar sendo encontrar o motivo, a razão que nos mantém vivos. Não estou dizendo que sou a favor dos famosos casos aqui em Brasília dos jovens do Pátio Brasil, ou de quem tira a própria vida e a vida de outras pessoas devido a sua religião. Apenas digo que é fundamental para a nossa vida saber o que nos mantém vivos, é essa a interpretação que cabe a este parágrafo.
Declaro aqui que se um dia a minha dor física for maior que a minha vontade de viver eu saberia a hora de morrer e com certeza ia querer uma assistência médica para este fim. Mas essa é a minha bioética. Se alivia a cabeça dos obtusos sou protestante, acredito em Deus e acredito que exista um céu e um inferno.  Digo mais, se minha mãe ou meus irmãos um dia em condições de doença terminal me pedissem a eutanásia eu correria atrás.
Não se espante, isso não é um absurdo. Se alguém muito próximo de você estivesse sofrendo cada dia mais, e muito debilitado, você recorreria a sua religião pedindo para que essa dor cessasse , fosse por um milagre ou pela morte não é? Provavelmente sim, ou definitivamente não. Esse assunto é de uma dualidade incrível e por isso quem não costuma pensar em assuntos como esse opta pela decisão da maioria. Essa atitude não é condenável.
Bem, o que quero tanto debater não é se você acha correto ou não, mas sim o jeito que se discute morte nos dias de hoje, porque simplesmente ela não é discutida. Não se discute a própria morte, mas sim a morte alheia. É fato que a morte é certa mas o seu tempo incerto, e sendo assim a discussão pode ser cíclica, mas há opções de tempo, não é?
O que acredito é que como Epicuro (341-270 a.C)  dizia a filosofia tem funções terapêuticas que libertam o ser humano das perturbações : “Deves servir a filosofia para alcançar a verdadeira liberdade”. Está mais que na hora de discutirmos de forma livre a morte e com ela pode ser encarada em pleno século XXI.  É hora de analisar como um todo e ver que há excepcionalidades a este argumento apresentado pela autora, como o caso de Jean-Dominique Bauby, autor de O Escafandro da Borboleta que, mesmo trancado dentro de si, não desistiu e escreveu seu livro utilizando só o piscar do olho esquerdo.
Ana Paula Bessa
Voltando a filosofar
PS: Peço desculpas se ofendi alguém com as minhas exposições acima, minha intensão é apenas elucidar os pensamentos relacionados a morte. Este post não é , de forma alguma, uma apologia ao suicídio. 

E que venha o Quinto Poder

A matéria é um pouco desatualizada, porém a notícia ainda não envelheceu. O renomado professor do Knight Center of Journalism in the Americas, Carlos Castilho, esteve presente no Sense Maker Conference em São Petersbugo, Flórida, e trouxe de lá a novidade que pretende abalar os estudos e rumos da Comunicação. O Quinto Poder enfim foi revelado e batisado, porém em seu conceito mais simplório.

Enquanto o Quarto Poder compete com os outros poderes sua área de influência, o Quinto Poder não compete, nem disputa furo, sequer está preocupada em cativar os valores instituídos pelo Legislativo, Executivo e Judiciário. Como diz Carlos Castilho, ele tem seu lado “eclético e emergente”.
A definição de Quinto Poder, elaborado no Sense Maker é a seguinte: “…o novo poder não é uma instituição formal, e provavelmente nunca o será, mas sim um aglomerado cuja marca registrada parece ser o ecletismo dos participantes, a forma quase caótica como se eles se agrupam e a agenda pouco convencional”.
O Quinto Poder é o que estamos acostumados a presenciar no nosso dia-a-dia, são os Twitters, os Blogs, as páginas pessoas em mídias sociais onde o usuário produz notícia, informação e acrescenta a ela a opinião – coisa “vedada” ao jornalista. É claro que a mídia convencional tenta disputar audiência com o novo Quinto Poder, querendo se antecipar a eles e por vezes usar das mesmas ferramentas (redes sociais em sua maioria).
 
O novo poder, na minha opinião, já é um fato real e totalmente palpável e perceptível. Quem não se lembra da briga dos jornalões Folha e Estado de São Paulo contra o Blog da Petrobrás no ano passado? Uma mídia social divulgando o material da mídia convencional antes do dead line.
Quem não se lembra do site do Presidente do Senado, que dava resposta a todas as noticias “inverídicas” noticiadas pela mídia? José Sarney manteve respostas a  todas as matérias que afrontavam a sua índole, chegando até a mandar uma carta ao New York Times.
Sem falar no movimento #foraarruda e as eleições no Irã relatadas pelo Twitter. Não foram elas também uma legítima manifestação do Quinto Poder?            
Esses são fatos que tornam mais evidentes a discussão desta nova tendência. A diferença deste poder para os demais é que ele não vem para se sobrepujar a outros, mas apenas para dar voz e maior participação dos cidadãos no espaço/físico político, onde as questões e princípios são discutidos. A informação, direito fundamental do cidadão, está próximo dele e pode passar a fazer parte do seu cotidiano e ser fabricado por ele.
Porém ainda há conceitos e objetos a serem estudados e definidos. O caso da ausência da objetividade e o fator de credibilidade são alguns deles, e serão alvos de outros posts que estão por vir. Aguardem.
Leia mais em :